Segue um texto de Oswaldo Maraucci, comentarista da ESPN , treinador e profundo conhecedor do nosso esporte, acho esse relato fabuloso, cheio de detalhes e histórias de dois ícones do nosso tênis. "Conforme o prometido, segue um pequeno relato do que vi , convivi e acompanhei ao longo da trajetória da parceria entre Guga e Larry. Conheci Guga quando ele tinha 13 ou 14 anos e seu técnico ainda era Carlinhos Alves, também de Florianópolis e pai de Nanda Alves, hoje tenista profissional. Nessa mesma epoca eu iniciava minha trajetória como técnico no circuito juvenil, treinando Vitor Martins, Ernane e Daniel Mello ( irmãos do duplista Marcelo Mello), Pedro Zannoni, Fabio Gil e Tatiana Oliveira. Viajávamos todo o circuito ITF, COSAT e Brasileiro. Pouco tempo depois Guga passou a treinar com Larry Passos e dentro de uma rotina em comum e encontros constantes Larry e eu iniciamos nossa amizade. Larry aos meus olhos sempre fora um estudioso,trabalhador, batalhador e disciplinador, por isso já tinha no seu currículo tenistas como Andréia Vieira e Marcus Barbosa (Bocão), entre outros. Foi uma época difícil, atravessávamos a segunda metade da década de 80, com a mesma dificuldade em conseguir patrocinadores e o dólar nas nuvens. Nunca é demais lembrar que estes juvenis fizeram parte de uma geração que tinha por aqui tenistas como Marcio Carlson, Pedro Braga, Marcelo Cesana, Adriano Ferreira e no exterior Nicolas Lapenti, Marcelo Rios, Jimmy Zimanskyi, Lindsay Davenport, Yevgeny Kafelnikov, Albert Costa e outros mais. Estava presente na 1ª participação do Guga, quando este ainda juvenil foi convidado a integrar a equipe brasileira num encontro de Copa Davis (Brasil x Bahamas no Tijuca Tênis Clube/RJ) ,como estava presente também na estréia dele como titular, já profissional no encontro Brasil x Venezuela no Tênis Clube de Santos. Neste período eu era auxiliar técnico da equipe brasileira que tinha como Capitão/Técnico Paulo Cleto. Antes de continuar, deixo bem claro que o sucesso de muitos tenistas, senão a maioria, está diretamente associado a sua formação como pessoa. Considero o papel da família na educação, formação, valores morais e éticos fundamental. E a partir de tais considerações que começamos a ver os diferenciais do Guga, o papel que sua família exerceu e onde começa também a atuação de Larry. Em muitos momentos, prevaleceu-se a vontade, o conhecimento e as orientações do Técnico. Por outro lado houve a concordância, a confiança e o respeito por parte da mãe do Guga, Dona Alice, no trabalho proposto. Entendam que começava assim uma história que continha os ingredientes principais para o sucesso. Pois, para o desassossego dos técnicos, nos deparamos corriqueiramente com pais que dão palpites sem fundamentos, impõem suas vontades e muito pior, dão ouvidos aos filhos e aos seus caprichos, esquecendo ou desconhecendo que um adolescente é um ser em formação e passivo de mudanças constantes de opinião. Cansei de ver esse filme ao longo da minha carreira que infelizmente ele sempre se repete tendo como final o fracasso. Cabe aqui um esclarecimento: ser Técnico, com T maiúsculo, principalmente de infanto-juvenil, é ser treinador, babá, amigo, pai, mãe, orientador e, sobretudo educador. É abrir mão da família, dos amigos, da grana, das férias, sábados e domingos, viajar para os piores lugares que se possa imaginar, dormir e comer muito mal, além de uma estressante rotina de treinos e jogos, enfim, é uma profissão para poucos. Ser tenista profissional também é para poucos, pois poucos estão dispostos a passar por situações tão adversas. Mas, Larry e Guga e Guga e Larry provaram que é possível tornar o sonho em realidade. Para que vocês entendam como a realidade é difícil relato aqui tres situações. Larry começava a montar sua Academia em Balneário Camburiú e certa vez comentou comigo que precisava construir o muro e que comprava os blocos de pouco em pouco , quando sobrava uma grana e me lembro da sua tristeza quando fortes chuvas derrubaram grande parte desse muro. Também me lembro quando Larry me ligou, véspera de embarcarmos para o Circuito de Verão juvenil na Europa, preocupado e pedindo ajuda, pois o patrocinador do Guga dias antes havia cancelado o patrocínio. Para aqueles que não sabem, Larry vendeu o seu carro para viabilizar tal viagem. Já como profissional nos encontramos em vários lugares, mas em especial relato essa passagem: Estávamos em Indian Wells/ Palm Springs, eu treinando Jaime Oncins e Roberto Jabali e após o almoço num restaurante onde a conta foi de U$ 20 por cabeça ( nesta época o dólar estava 1/1), Larry me chama de canto e diz:” Osvaldo, nós não temos condições de gastar U$ 40,00 por refeição, U$ 80,00 por dia, estou buscando uma casa de família e aí poderei cozinhar para nós”. Ainda tentei argumentar, dizendo que poderíamos dividir os meus pedidos reforçando-os com as entradas ( sopas e saladas) que os jogadores nunca comiam. Larry respondeu: ”Osvaldo, o Guga me fez prometer que nas viagens ou comeríamos juntos e as mesmas coisas ou voltaríamos para o Brasil na mesma hora”. Em tempo, é, ou pelo menos era costume, Técnicos fazerem qualquer sacrifício para viabilizar as viagens ( coisas como comer a sobra do jogador, dormir no chão, etc). Faço questão de fazer esse relato para que todos entendam e saibam o que esses dois passaram juntos. Essa história foi construída ao longo dos anos, calcada em muito sacrifício, sofrimento e luta. E não conheço nenhuma história de sucesso, qualquer que seja a atividade humana onde sacrifício, dedicação, entrega, persistência, etc,etc não façam parte deste enredo. Portanto, comparar a relação Larry/Guga com a relação Larry/Bellucci, a meu ver, não é justa, pois no caso do Bellucci , Larry não participou da sua formação como pessoa e tampouco como tenista. Sobre Tomaz Bellucci, o que sei é que esta atitude que tomou dispensando o Larry não é novidade na sua carreira juvenil e profissional e foi ouvindo pessoas que conviveram com ele, alguns profissionais que com ele trabalharam e assistindo suas infelizes e desastradas entrevistas após derrotas inaceitáveis, surpreendentes e ao mesmo tempo decepcionantes é que podemos coletar dados suficientes para formarmos nossas opiniões. Portanto, tudo o que eu sei é o que vocês sabem.... quer dizer... quase tudo. |
Treinamento para competição, aula social, organização de eventos e arbitragem. As aulas são ministradas no clube AABB de Franca e são abertas a sócios e não sócios do clube. Para informações sobre horários e preços entrem em contato pelo email: marceltenis@hotmail.com ou fone (16) 99183 5660. Atendimento individual ou em grupo, sempre com grande aproveitamento. Venha fazer uma aula sem compromisso, será um prazer.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Òtima história.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Franca merece.
Nessa época , todos os anos , aquela necessidade de se ter uma quadra coberta na cidade fica cada vez mais gritante.
Franca tem um público razoável que pratica o esporte, tem empresário com poder para investir , mas nada acontece.
Pensando em minha atividade de professor, a quadra coberta seria muito útil para que eu possa dar minhas aulas nesses meses chuvosos de dezembro, janeiro, fevereiro e um pouco de março.Mas, pensem bem, eu não dou aulas, ninguém dá aulas e por consequencia, ninguém joga tênis na cidade.
Franca merece um investimento desse porte.São Joaquim da Barra, que é menor que nossa cidade tem 3 quadras cobertas, Ribeirão já tem faz tempo, na verdade não são muitas cidades que tem, mas Franca merece.
Vamos torcer que com o passar do tempo, tenhamos alguém ou um grupo que invista nisso.
Franca tem um público razoável que pratica o esporte, tem empresário com poder para investir , mas nada acontece.
Pensando em minha atividade de professor, a quadra coberta seria muito útil para que eu possa dar minhas aulas nesses meses chuvosos de dezembro, janeiro, fevereiro e um pouco de março.Mas, pensem bem, eu não dou aulas, ninguém dá aulas e por consequencia, ninguém joga tênis na cidade.
Franca merece um investimento desse porte.São Joaquim da Barra, que é menor que nossa cidade tem 3 quadras cobertas, Ribeirão já tem faz tempo, na verdade não são muitas cidades que tem, mas Franca merece.
Vamos torcer que com o passar do tempo, tenhamos alguém ou um grupo que invista nisso.
domingo, 8 de janeiro de 2012
O ano começou.
Acho que essa foi a semana oficial da abertura da temporada.Thiago Alves venceu o Aberto de SP,Gastão Elias, pupilo de Jaime Oncins foi vice,em Doha Tsonga venceu Monfils na final e todos agora se preparando para jogar o primeiro GS na Austrália.
O Brasil deve ter um ou dois na chave principal mas não vejo como avançar mais que a 2ª rodada, os brasileiros não me inspiram confiança.
Vejo que se dedicam a jogar torneios menores, onde conseguem ter mais sucesso e manter a carreira num ranking mediano, com exceção de Belucci que é melhor colocado entre os brasileiros e joga os torneios de primeira linha.
No topo acredito que a briga continua entre os quatro primeiros e talvez tenhamos algumas surpresas, mas não acho que será muito mais que isso.
Dificilmente Djoko perde a liderança e Nadal, Roger e Murray estarão lá para incomodá-lo.
O Brasil deve ter um ou dois na chave principal mas não vejo como avançar mais que a 2ª rodada, os brasileiros não me inspiram confiança.
Vejo que se dedicam a jogar torneios menores, onde conseguem ter mais sucesso e manter a carreira num ranking mediano, com exceção de Belucci que é melhor colocado entre os brasileiros e joga os torneios de primeira linha.
No topo acredito que a briga continua entre os quatro primeiros e talvez tenhamos algumas surpresas, mas não acho que será muito mais que isso.
Dificilmente Djoko perde a liderança e Nadal, Roger e Murray estarão lá para incomodá-lo.
O que vem por ai !!!!!!
Olá, faz algum tempo que não posto nada, apesar de que o tênis não pára e sempre há o que falar e comentar.
Para esse ano que começa não acho que teremos nenhum evento grande ou coisa parecida, provavelmente alguns torneios na cidade e regionais, os de Franca sempre com um nível legal, mas os regionais cada vez mais fracos.
Teremos alguns federados estaduais, principalmente em Ribeirão Preto, esses torneios também com uma frequência cada vez mais fraca, é lamentável.
Um contra ponto com relação a essa fraca atenção aos torneio é o número de pessoas que vêm buscando aprender o tênis.Cada vez há mais procura por se iniciar no esporte,e quem sabe esses futuros tenistas que aparecerão darão mais um gás no esporte.Vamos esperar e ver o que acontece.
Para esse ano que começa não acho que teremos nenhum evento grande ou coisa parecida, provavelmente alguns torneios na cidade e regionais, os de Franca sempre com um nível legal, mas os regionais cada vez mais fracos.
Teremos alguns federados estaduais, principalmente em Ribeirão Preto, esses torneios também com uma frequência cada vez mais fraca, é lamentável.
Um contra ponto com relação a essa fraca atenção aos torneio é o número de pessoas que vêm buscando aprender o tênis.Cada vez há mais procura por se iniciar no esporte,e quem sabe esses futuros tenistas que aparecerão darão mais um gás no esporte.Vamos esperar e ver o que acontece.
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